Malafaia rejeita Flávio e prega chapa Tarcísio-Michelle

Redação 011
3 Min
STF decide se Silas Malafaia vira réu por ofensas a generais
foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

O tabuleiro político da direita sofreu um forte solavanco com as recentes declarações do pastor Silas Malafaia. Em um movimento que visa garantir a viabilidade eleitoral do campo conservador, o líder religioso defendeu abertamente que o senador Flávio Bolsonaro (PL) abra mão de sua pré-candidatura à Presidência. Para Malafaia, a solução vencedora atende por um nome: Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A proposta do pastor não para por aí. Ele sugere a formação de uma “chapa imbatível”, trazendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) como vice. A análise de Malafaia, exposta em entrevista ao portal Metrópoles, foca no pragmatismo eleitoral e no combate ao atual governo Lula.

O problema da “musculatura” e a rejeição

Malafaia foi direto ao ponto: embora reconheça competência em Flávio, ele acredita que o senador não possui a “musculatura política” necessária para derrotar o PT. O argumento central do pastor baseia-se nas pesquisas de opinião:

Rejeição: Flávio carrega um índice de rejeição similar ao de Jair Bolsonaro e ao de Lula, o que dificultaria a conquista do eleitorado de centro.

O trunfo Tarcísio: O governador de São Paulo mantém índices de rejeição baixos, sendo visto como um gestor técnico e eficiente, capaz de furar a bolha bolsonarista.

A “armadilha” da esquerda: Malafaia estranhou o silêncio do governo Lula após o anúncio de Flávio. “É como se dissessem: ‘É esse aí mesmo que nós queremos'”, alertou o pastor, sugerindo que a esquerda prefere enfrentar um adversário com alta rejeição.

Michelle: O elo com mulheres e o Nordeste

Na visão de Malafaia, Michelle Bolsonaro seria a peça fundamental para equilibrar a chapa. Com forte apelo entre as mulheres e o público evangélico, além de sua conexão com o Nordeste (por ser filha de nordestino), ela garantiria a manutenção do legado de Bolsonaro na campanha de Tarcísio.

Críticas ao momento e defesa da unidade

O pastor não poupou críticas à forma como a candidatura de Flávio foi lançada, classificando-a como “errada” e “intempestiva”. Ele destacou que Jair Bolsonaro encontra-se “emocionalmente debilitado” por conta das perseguições judiciais que sofre, o que teria facilitado decisões precipitadas no entorno da família.

Sobre as críticas de que Tarcísio seria “de centro”, Malafaia rebateu lembrando que o próprio governo Bolsonaro contou com figuras do Centrão, como Ciro Nogueira e Fábio Faria, e que a pureza ideológica não deve se sobrepor à necessidade de vitória.

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