Lula usa agenda cheia como justificativa para evitar reunião presencial com Trump

Redação 011
2 Min
Lula usa agenda cheia como justificativa para evitar reunião presencial com Trump
foto: Ricardo Stuckert / PR

Lula (PT) não participará presencialmente de reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o petista optou por realizar o diálogo por telefone ou videoconferência, alegando “agenda cheia”. A conversa deve ocorrer na próxima semana, após breve encontro entre os dois nos bastidores da Assembleia Geral da ONU. A decisão de evitar o contato direto com Trump ocorre em meio a críticas do líder da esquerda brasileira à postura do governo americano.

O presidente dos Estados Unidos tem adotado medidas de pressão contra o Governo Federal, como a taxação de 50% sobre produtos brasileiros e sanções contra membros do Supremo Tribunal Federal (STF). Trump justificou as ações como resposta à “censura, repressão e corrupção judicial” promovidas ou apoiadas pelo Governo Lula (PT), além de afirmar que o Brasil “só irá bem se trabalhar” com os EUA. A deterioração da relação bilateral se intensificou após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que Trump classificou como alvo de perseguição política.

Além das sanções, o governo Trump cancelou vistos de ministros do STF e aplicou a Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes. Apenas os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça, indicados por Bolsonaro, e Luiz Fux, que votou contra a condenação, não foram afetados. Em resposta, o Itamaraty acusou os EUA de “ingerência indevida” e “politização da lei”. Lula, em artigo publicado no jornal The New York Times, afirmou que “a democracia e a soberania brasileiras são inegociáveis” e criticou ações unilaterais como “remédio errado”.

Compartilhe este artigo