O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), avaliou como positiva a possibilidade de os Estados Unidos classificarem o PCC como organização terrorista. Em entrevista concedida na quarta-feira (11), após agenda no Centro Operacional do Metrô, na capital paulista, Tarcísio afirmou que a medida abriria espaço para maior cooperação internacional. Segundo ele, o reconhecimento por parte de Washington facilitaria o acesso a recursos e inteligência para enfrentar facções criminosas que atuam no Brasil.
O Departamento de Estado norte-americano já havia declarado que tanto o PCC quanto o Comando Vermelho representam “ameaças significativas à segurança regional”. A iniciativa, segundo informações publicadas no domingo (8), deve ser oficializada pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nos próximos dias. Documentos que enquadram os grupos como FTOs (Organizações Terroristas Estrangeiras) estariam prontos, e o tema foi tratado em conversa entre o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e o chanceler brasileiro, Mauro Vieira.
Apesar da sinalização favorável de Tarcísio, o Governo Federal demonstrou resistência à medida, alegando que a classificação poderia abrir margem para ações unilaterais dos EUA em território nacional. O receio foi ampliado após a captura do ditador Nicolás Maduro na Venezuela, em operação conduzida por forças norte-americanas. O governo Lula também argumenta que a decisão poderia ser interpretada como violação da soberania brasileira, especialmente após o tarifaço imposto por Trump em negociações comerciais anteriores.

