China e Rússia anunciaram nesta segunda-feira (9) apoio ao novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, morto em ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel em fevereiro. O reconhecimento internacional por parte de regimes aliados marca uma tentativa de consolidar a sucessão no país persa, mesmo diante das ameaças de Washington e Tel Aviv de perseguirem qualquer sucessor do antigo ditador. A decisão amplia o risco de escalada militar no Oriente Médio, já que os EUA e Israel consideram Mojtaba como alvo legítimo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a escolha como “inaceitável” e afirmou que Mojtaba é “um peso morto”, destacando que sua administração não reconhece a legitimidade da sucessão. Trump comparou o caso ao da Venezuela, onde apoiou a ascensão de Delcy Rodríguez após a captura de Nicolás Maduro, ditador que comandava o país. A Assembleia de Peritos do Irã, formada por 88 clérigos, oficializou no domingo (8) a nomeação de Mojtaba, sinalizando a intenção de manter a continuidade do regime islâmico mesmo após a morte de Ali Khamenei.
Mojtaba Khamenei, 56 anos, é considerado uma figura influente nos bastidores do regime, com vínculos estreitos com a Guarda Revolucionária Islâmica e a milícia Basij. Autoridades internacionais apontam que sua escolha foi resultado de pressão militar interna, em meio à crise provocada pelo ataque norte-americano. Enquanto China e Rússia defendem a suposta soberania iraniana, Israel e os EUA reforçam que não aceitarão a continuidade da dinastia Khamenei, aumentando a possibilidade de novos confrontos na região.








