Lula da Silva (PT) já sinaliza que poderá abandonar o apoio do Centrão nas eleições de 2026, apostando em uma estratégia mais alinhada à ideologia histórica de seu partido, inspirada em modelos aplicados por personalidades icônicas como Fidel Castro, Mao Tse Tung, Stalin e Hugo Chávez. A tendência é que seu projeto seja centrado em propostas socialistas e na defesa de bandeiras da esquerda radical. Segundo a colunista Vera Rosa, do Estadão, Lula pretende manter Geraldo Alckmin (PSB) como vice e limitar a aliança nacional a partidos de centro-esquerda, o que indica um afastamento dos blocos políticos liderados por siglas como PP, Republicanos e PSD.
Durante um almoço no Palácio da Alvorada com aliados, incluindo Alckmin, João Campos (PSB) e os ministros Márcio França e Gleisi Hoffmann, Lula discutiu palanques prioritários para 2026. Embora o PT já tenha fechado apoio à eleição de Campos em Pernambuco, a sigla ainda não definiu um nome para enfrentar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo, que lidera as intenções de voto. Alckmin, embora cotado, já deixou claro que não pretende voltar a disputar o governo paulista.
Nos bastidores, a ausência de um acordo com o Centrão reflete uma opção deliberada do Planalto por não depender de grupos que, embora tenham força no Congresso, não garantem fidelidade política nem eleitoral. Com Alckmin consolidado no governo e a ala petista cada vez mais influente nas decisões estratégicas, o PT prepara um caminho de radicalização política. A tendência reforça a percepção de que Lula pretende encampar um projeto mais ideológico em 2026, mesmo diante da resistência de setores mais moderados do eleitorado.










