O Governo Federal anunciou nesta sexta-feira (12) uma nova linha de financiamento voltada a motociclistas e ciclistas que atuam em aplicativos de transporte de passageiros e entregas. A iniciativa, celebrada por Lula no Palácio do Planalto, busca ampliar o acesso a motocicletas e bicicletas elétricas, mas também tem como pano de fundo a tentativa de conquistar apoio de uma categoria que concentra forte resistência ao petista nas pesquisas de avaliação. O programa estará disponível a partir de 13 de julho e prevê condições diferenciadas.
Segundo o Ministério do Planejamento, os profissionais interessados deverão comprovar pelo menos seis meses de atividade e um histórico mínimo de 100 corridas realizadas. A adesão ocorrerá por meio de um portal digital oficial, que fará a validação junto a instituições financeiras como Caixa e Banco do Brasil. O financiamento contemplará motos flex de até 160 cilindradas, bicicletas elétricas de até 1000 Watts e motocicletas elétricas de até 7500 Watts. Cada trabalhador poderá adquirir apenas um veículo dentro das regras estabelecidas.
Além da linha voltada aos motoristas de aplicativos, o Governo Lula anunciou crédito para empresas que atuam na infraestrutura de recarga e troca de baterias de motos elétricas, com limite de R$ 70 milhões e taxa anual de 12,5%. O prazo de pagamento será de 48 meses, com carência de dois meses. Dados do IBGE apontam que o Brasil possui cerca de 1,7 milhão de trabalhadores de aplicativos, sendo 500 mil entregadores, perfil majoritariamente masculino e concentrado no Sudeste, região onde Lula enfrenta maior rejeição. A medida reforça a estratégia do petista de usar programas públicos para tentar reduzir a desaprovação crescente ao seu governo.

