O plenário do Conselho Nacional de Justiça decidiu, por unanimidade, abrir um processo administrativo disciplinar contra o desembargador Magid Nauef Láuar, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Ele é investigado por absolver um homem acusado de estuprar uma menina de 12 anos. Láuar está afastado das funções desde o fim de fevereiro. As investigações, contudo, foram ampliadas e passaram a abranger também suspeitas de crimes sexuais praticados no período em que Láuar foi juiz nas cidades mineiras de Ouro Preto e Betim.
Segundo o corregedor-nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, ao menos sete vítimas foram identificadas e prestaram depoimento no conselho. Elas relataram comportamentos inadequados ao longo da carreira do desembargador, com investidas contra funcionárias de sua casa, estagiárias e servidoras, algumas menores de idade à época do crime.
“Ao analisar as vítimas, constatou-se que muitas delas se encontravam em situação de vulnerabilidade, possuindo tenra idade ou atuando como estagiárias, servidoras com vínculo precário, ou em situação de dependência ou subordinação em relação ao requerido”, descreveu Campbell em seu voto.
A defesa de Magid Nauef Láuar nega todas as acusações.
Fonte: Agência Brasil.

