A Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 23,8 milhões em bens de empresas e proprietários investigados no escândalo dos descontos indevidos nas folhas de pagamentos de aposentados e pensionistas do INSS. Essa é considerada a primeira decisão para garantir o ressarcimento das vítimas do roubo.
A juíza Luciana Raquel Tolentino de Moura decretou a indisponibilidade de bens e ativos financeiros das pessoas jurídicas Venus Consultoria Assessoria Empresarial S/A, e de seus sócios Alexandre Guimarães e Rubens Oliveira Costa, bem como da THJ Consultoria Ltda. e de sua sócia Thaisa Hoffmann Jonasson.
Em 8 de maio, a Advocacia-Geral da União pediu o bloqueio de bens na ordem de R$ 2,56 bilhões contra 12 entidades associativas e seus dirigentes, totalizando 60 réus. A magistrada desmembrou o caso em 15 processos judiciais para que cada ação tivesse no máximo cinco envolvidos.
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, disse que o Governo Federal quer evitar o uso de dinheiro público no ressarcimento dos aposentados, mas não detalhou ao certo como isso será feito. Segundo investigação da Polícia Federal, as fraudes começaram em 2019 e ganharam força na atual gestão do PT.











