Amiga de Lulinha confirma viagens pela FAB e visita ao Planalto

Redação 011
3 Min
Amiga de Lulinha confirma viagens pela FAB e visita ao Planalto
foto: reproduçãp/ instagram

A lobista Roberta Luchsinger, investigada por suspeitas de tráfico de influência e ligada a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, afirmou em mensagens de WhatsApp que utilizava voos da Força Aérea Brasileira (FAB) e frequentava o Palácio do Planalto. Em um áudio de novembro de 2023, ela disse que viajaria com “o filho do presidente” e que ambos iriam “de FAB”, razão pela qual não conseguiria controlar os horários do embarque. Em outra conversa, de março daquele ano, escreveu ter ido a Brasília de “aero Lula” e enviou uma fotografia feita de dentro do Planalto. Registros obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação confirmam sua entrada na sede do governo federal em 22 de março de 2023.

As mensagens também mostram Luchsinger afirmando estar dentro do Palácio e relatando encontros com Lula. Em junho de 2025, escreveu a uma advogada que estava “na sala do pai do Fábio”, expressão que, segundo a reportagem, utilizava para se referir a Lula. Em outra conversa, disse ter estado com o petista enquanto acompanhava Lulinha e mencionou nova visita próxima ao aniversário de Lula. O material contrasta com declaração dada pelo próprio Lula em agosto deste ano, quando afirmou não conhecer Luchsinger, disse nunca ter conversado com ela e a chamou de “pilantra”. O Planalto afirma que Lula não mantém relação ou interlocução com a lobista e nega que ela tenha viajado em aeronaves da FAB na companhia dele.

A relação entre Luchsinger e Lulinha já aparece em investigações conduzidas pela Polícia Federal. Documentos policiais citados pelo Poder360 apontam amizade próxima entre os dois, movimentações financeiras e mensagens relacionadas a negócios de interesse de Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, junto ao Ministério da Saúde. Em outro conjunto de conversas, Luchsinger afirmou que Lula teria lhe oferecido um cargo no governo e disse ter preferido manter negócios com Lulinha e outro sócio. Os inquéritos apuram suspeitas de tráfico de influência, mas as responsabilidades criminais dos envolvidos ainda dependem das investigações e de eventual julgamento.

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