O Governo Federal anunciou nesta terça-feira (30) o fim da subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel, medida que havia sido criada em maio para conter os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis. A decisão passa a valer a partir desta quarta-feira (1), e segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, está relacionada à queda recente do barril de petróleo no mercado internacional, que voltou a patamares próximos de US$ 70, após ter ultrapassado US$ 100 no início do conflito.
Durigan explicou que o governo Lula também avalia retirar outras subvenções ainda em vigor, como a de R$ 1,12 por litro do diesel e a de R$ 0,44 por litro da gasolina. De acordo com o ministro, a continuidade dessas reduções dependerá da estabilidade dos preços internacionais e da manutenção da chamada “neutralidade de preços” para o consumidor final. A medida faz parte de um pacote de ações iniciado em março e abril, quando o governo buscou reduzir impactos da alta do petróleo sobre o mercado interno.
Além do diesel e da gasolina, o Governo Federal havia adotado subsídios temporários para gás de cozinha e querosene de aviação, todos justificados pela escalada dos preços internacionais. Agora, com o recuo do petróleo, o governo sinaliza que pretende retirar gradualmente essas medidas. A Agência Nacional de Petróleo (ANP) acompanha os valores praticados e deve subsidiar as próximas decisões da União sobre a reversão dos subsídios.

