Fraude do Master e bancos ‘companheiros’ esvazia reservas do FGC

Redação 011
2 Min
Rombo do setor público alcança R$ 56 bilhões, informa BC
foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) já desembolsou R$ 37,2 bilhões para cobrir garantias de investidores do Banco Master, valor que corresponde a 92% do total previsto para ressarcimentos. Até a manhã da quarta-feira (18), cerca de 653 mil credores haviam recebido os pagamentos. Com esse movimento, a exposição do fundo às instituições ligadas ao conglomerado supera R$ 51 bilhões, resultado das liquidações determinadas pelo Banco Central desde novembro de 2025.

A nova etapa da intervenção incluiu a liquidação do Banco Pleno e da Pleno DTVM, consideradas as últimas empresas vinculadas ao grupo. O FGC estima que cerca de 160 mil credores terão direito ao ressarcimento, com depósitos elegíveis que somam R$ 4,9 bilhões. O fundo reforçou que todos os pagamentos seguirão os limites regulatórios de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, e orientou os beneficiários a utilizarem o aplicativo oficial para agilizar o processo de cadastro e recebimento.

O Banco Central justificou a medida pela deterioração financeira das instituições e pelo descumprimento de normas regulatórias. Os bens dos controladores foram tornados indisponíveis e a autoridade monetária segue apurando responsabilidades que podem resultar em sanções administrativas ou criminais. O impacto sobre o FGC é expressivo: apenas as liquidações do Master e do Will Bank já consumiram R$ 46,9 bilhões, o que representa cerca de um terço da liquidez disponível em meados de 2025.

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