Fracasso petista. Correios anunciam corte de 15 mil vagas e fechamento de mil unidades

Redação 011
2 Min
Governo prevê aporte de R$ 12 bi para evitar colapso dos Correios
foto: Elza Fiúza/ Agência Brasil

Enquanto o Governo Federal insiste em uma retórica de fortalecimento do setor público, a realidade administrativa das estatais brasileiras sob a gestão petista acaba de sofrer um choque de realidade. Nesta segunda-feira (29), o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, confirmou o que muitos analistas de mercado já previam: a empresa está em crise e precisará sacrificar milhares de postos de trabalho para não naufragar. O novo plano de reestruturação prevê o desligamento de 15 mil funcionários e o fechamento definitivo de cerca de mil agências em todo o território nacional.

O pacote de austeridade, que se estenderá até 2027, revela o fracasso do modelo de gestão que rejeita a privatização, mas é obrigado a recorrer a métodos drásticos para tentar estancar o prejuízo. O plano inclui um Programa de Demissão Voluntária (PDV) agressivo, que pretende cortar 10 mil colaboradores já em 2026, além de buscar parcerias com o setor privado — uma ironia para um governo que sempre criticou a participação da iniciativa privada em serviços essenciais.

O anúncio dos Correios ocorre no exato momento em que o país vizinho, a Argentina, demonstra que o caminho para a eficiência não passa pelo inchaço estatal. Enquanto Javier Milei celebra o equilíbrio das contas públicas e a desburocratização, o Brasil assiste ao encolhimento de seus serviços postais sob o peso da ineficiência e da falta de uma reforma administrativa real.

Para a direita brasileira, os cortes nos Correios são o sintoma final de uma estatal que parou no tempo. A tentativa tardia de “modernização” e a busca por parcerias privadas mostram que, mesmo para o PT, o mercado é a única saída viável quando o dinheiro público acaba. A pergunta que fica para 2026 é: se a empresa precisa cortar 15 mil pessoas e mil agências para sobreviver, por que o cidadão ainda é obrigado a sustentar esse monopólio?

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