Petróleo dispara com guerra no Irã e Venezuela surge como beneficiada

Redação 011
2 Min
Com retomada da guerra no Irã, petróleo dispara acima de 5% e deve atingir o Brasil
foto: divulgação/ Banco de Imagens Petrobras

O mercado internacional de energia foi abalado nesta segunda-feira (9) com a disparada dos preços do petróleo, que chegaram a avançar até 30% durante a madrugada, aproximando-se de US$ 120 por barril. O conflito no Oriente Médio, iniciado em 28 de fevereiro, paralisou o tráfego no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo e gás consumidos no mundo. Esse cenário abre espaço para que a Venezuela, agora sob influência direta dos Estados Unidos após a captura de Nicolás Maduro, se torne alternativa para suprir parte da demanda global.

As Bolsas de valores refletiram o impacto da crise, com quedas expressivas em diferentes regiões. Na Ásia, Seul recuou 5,96% e Tóquio perdeu 5,2%, enquanto mercados europeus como Paris, Frankfurt e Madri também registraram baixas superiores a 2%. Nos Estados Unidos, os principais índices de Wall Street acumulam perdas desde a semana passada, ao mesmo tempo em que o dólar se fortalece como ativo de proteção. O preço do gás natural na Europa também disparou, com contratos futuros avançando 30%, em meio à redução da produção no Iraque, Emirados Árabes Unidos e Kuwait, atingidos por ataques iranianos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou os efeitos imediatos da alta do petróleo, afirmando que o custo temporário será compensado pela eliminação da “ameaça nuclear do Irã”. Analistas, porém, alertam que o barril acima de US$ 100 funciona como um “imposto sobre a economia global”, pressionando inflação e juros. Nesse contexto, a Venezuela pode se beneficiar com ganhos de curto prazo pela retomada da produção e exportações, embora enfrente riscos internos de instabilidade política e dependência externa diante da reorganização conduzida sob o eixo norte-americano.

Compartilhe este artigo