Ditadura chinesa declara apoio a Lula contra observação eleitoral dos EUA

Redação 011
2 Min
Ditadura chinesa declara apoio a Lula contra observação eleitoral dos EUA
foto: Ricardo Stuckert / PR

A ditadura da China declarou apoio a Lula em meio às eleições brasileiras de outubro, posicionando-se contra a observação dos Estados Unidos sobre o processo eleitoral. Em telefonema no domingo (26), Xi Jinping afirmou que Pequim rejeita qualquer interferência externa e se colocou ao lado do aliado petista. O contraste é evidente: enquanto os Estados Unidos, uma democracia consolidada, têm legitimidade para comentar eleições, a China mantém um regime comunista de partido único, onde eleições livres não existem.

Na conversa, Lula e Xi trataram da aceleração das negociações para um acordo entre o Mercosul e a China e da ampliação da cooperação em áreas estratégicas, como inteligência artificial, satélites e minerais críticos. O petista destacou avanços na parceria comercial, enquanto o líder chinês afirmou que Brasil e China devem atuar juntos na defesa da soberania e da independência nacional. Segundo nota do governo Lula, os dois países pretendem fortalecer sinergias entre seus projetos de desenvolvimento e ampliar o comércio bilateral, que já atingiu novo patamar.

Os líderes também discutiram temas internacionais, como a crise humanitária em Gaza, os impactos das restrições à navegação nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb e a guerra na Ucrânia. Ambos defenderam o papel do Grupo de Amigos da Paz, iniciativa lançada por Brasil e China em 2024 na ONU, e criticaram a incapacidade do Conselho de Segurança de responder às crises globais. Ao final, reafirmaram o compromisso com o multilateralismo e concordaram em manter coordenação próxima em fóruns como os Brics.

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