A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enviou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, esclarecimentos sobre duas armas que não foram localizadas pelo Exército. Segundo os advogados, a espingarda está em uma empresa importadora de materiais bélicos, sediada em Caxias do Sul (RS). De acordo com a defesa, trata-se de um presente recebido pelo ex-presidente, mas não foi retirada do estabelecimento. Sobre a segunda arma, a defesa disse que a pistola Glock é a mesma apreendida com o segurança do líder da direita no país e está acautelada na Polícia Civil do Distrito Federal.
O Batalhão de Polícia do Exército (BPE) já havia relatado ao STF que entregou à Polícia Federal (PF) seis armas das oito armas registradas em nome de Bolsonaro. Na última sexta-feira (3), Moraes determinou a suspensão do porte de arma de Bolsonaro e a apreensão das armas que estão registradas em nome do ex-presidente. A decisão foi motivada pela repercussão do caso da apreensão de uma arma com um dos seus seguranças particulares.
Apesar de a Polícia Civil do Distrito Federal não ter indiciado o ex-presidente e afirmar que as armas estão legalizadas, o ministro entendeu que a posse de armamentos não é compatível com o cumprimento da pena.
Fonte: Agência Brasil.

