O Irã descartou qualquer possibilidade de entendimento futuro com os Estados Unidos e declarou que vingará a morte do aiatolá Ali Khamenei. A declaração ocorre em meio a uma nova rodada de ataques americanos no último domingo (12), após ofensivas iniciadas com a ação iraniana contra um navio de contêineres no Estreito de Ormuz. A embarcação foi incendiada e deixou um tripulante desaparecido, intensificando a tensão em uma das rotas mais estratégicas para o comércio mundial de petróleo e gás natural.
Em resposta ao ataque iraniano, Washington lançou ofensivas contra alvos militares no país, atingindo sistemas de mísseis, defesas aéreas e embarcações da Guarda Revolucionária Islâmica. Teerã retaliou com ataques contra Bahrein, Kuwait, Catar, Jordânia e Omã, países que abrigam tropas americanas ou têm papel relevante no tráfego marítimo da região. O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que “um retorno a hostilidades em larga escala teria consequências catastróficas”, mas os esforços diplomáticos seguem sem avanços concretos.
O novo líder supremo iraniano, aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou que os iranianos “vingariam a morte” de seu pai, Ali Khamenei, nos ataques iniciais do conflito. Enquanto Teerã insiste que apenas o Irã deve controlar o Estreito de Ormuz, o governo americano garante que a passagem continua aberta, com mais de 140 navios atravessando a região na última semana. A crise energética global permanece em curso, com o preço do petróleo oscilando após atingir máximas de US$ 120 por barril durante o conflito.

