Apesar de Lula ter afirmado recentemente em conversa vazada que “nunca foi esquerdista”, o governo não enviou representantes ao encontro promovido pelos Estados Unidos nesta quinta-feira (16). A conferência, organizada pelo secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, tem como objetivo discutir o que o governo Trump classifica como “ressurgimento do terrorismo político” ligado à extrema esquerda. O Brasil havia sido convidado a participar, mas o Itamaraty confirmou que não haverá presença oficial.
O convite norte-americano foi feito na última semana e incluía o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Fontes ligadas ao Itamaraty informaram que o chanceler não comparecerá devido a compromissos internos já previstos em sua agenda. A ausência chama atenção porque ocorre poucos dias após Lula ter declarado, durante encontro do G7 na França, que sua trajetória sindical não o colocava no campo da esquerda.
Segundo informações do Departamento de Estado dos EUA, cerca de 70 países foram convidados para a reunião ministerial, com expectativa de participação de mais de 65 delegações. Rubio, conhecido por sua postura crítica contra regimes de esquerda na América Latina, liderará as discussões. O evento reforça a estratégia do governo Trump de pressionar países a se posicionarem diante da expansão de grupos ligados à extrema esquerda, mas o governo Lula optou por se manter distante das tratativas internacionais contra regimes como o cubano, venezuelano e chinês.

