Após alta das carnes, feijão pode chegar a R$ 12 o quilo em 2027, segundo entidade

Redação 011
2 Min
Após alta das carnes, feijão pode chegar a R$ 12 o quilo em 2027, segundo entidade
foto: Antonio Cruz/ABr

Uma das principais fontes de proteína vegetal da alimentação brasileira pode pesar ainda mais no bolso em 2027. O quilo do feijão-carioca pode chegar a R$ 12 em algumas regiões do país entre fevereiro e março, segundo projeção do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe). O cenário ocorre após um período de alta também das proteínas animais: levantamento da Conab e do Dieese mostrou que a carne bovina de primeira acumulava aumento em todas as capitais pesquisadas em 12 meses até junho, chegando a 17,92% em Rio Branco. O feijão, tradicional alternativa de proteína vegetal no prato dos brasileiros, portanto, também passa a enfrentar forte pressão de preços.

A valorização do grão já foi expressiva em 2026. Dados reunidos pela VR apontaram alta de 96,8% no preço médio do feijão-carioca entre janeiro e julho em comparação com o mesmo período de 2025, enquanto a Conab registrou aumento do produto em todas as capitais entre maio e junho. A pressão é explicada pela redução da área plantada, problemas climáticos e estoques menores. Para a safra 2026/27, o Ibrafe estima que a área da primeira safra no Paraná possa cair de 104 mil para aproximadamente 90 mil hectares, o menor nível desde 2015/16.

O risco para 2027 é que a oferta continue apertada justamente no início do ano. Segundo o Ibrafe, o preço de R$ 12 não é uma previsão nacional nem inevitável, mas um cenário condicionado à área plantada, produtividade, clima, estoques e ritmo das vendas. O feijão permanece uma das principais fontes de proteína vegetal do país e é apontado por órgãos públicos como alternativa para consumidores que reduzem proteínas de origem animal. Caso a alta projetada se confirme, porém, até essa opção básica de alimentação poderá exigir uma parcela maior do orçamento das famílias.

Compartilhe este artigo