Após aumento colossal de impostos, Haddad deixa a Fazenda nesta sexta

Redação 011
2 Min
Haddad tenta se descolar da Fazenda e culpa governadores por "taxa das blusinhas"
foto: Diogo Zacarias/MF

Fernando Haddad (PT) deixará o Ministério da Fazenda nesta sexta-feira (20), após um período marcado pelo aumento da carga tributária que pesou sobre os brasileiros. A saída já vinha sendo articulada por auxiliares próximos e abre espaço para que o atual secretário executivo, Dario Durigan, assuma o comando da pasta. O movimento ocorre em meio às pressões internas do PT para que Haddad se dedique à disputa pelo governo de São Paulo, considerada estratégica pelo partido e por Lula.

A decisão de Haddad foi confirmada na semana passada, quando ele declarou que participaria das eleições de 2026, sem especificar o cargo. Apesar da resistência inicial, o petista foi convencido por Lula a concorrer ao Palácio dos Bandeirantes, enfrentando o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que lidera as pesquisas de intenção de voto. A candidatura é vista como essencial para garantir palanque ao PT no maior colégio eleitoral do país, mesmo diante das dificuldades enfrentadas pelo ministro na condução da economia.

Durante sua gestão, Haddad apostou em medidas de arrecadação e impostos, já que cortes de gastos foram neutralizados por prioridades do governo Lula, como o reajuste real do salário mínimo. Apesar do aumento das receitas, o déficit público não foi zerado e o endividamento segue em alta, o que gerou desconfiança no mercado e isolou o ministro em diversos momentos. Economistas como Henrique Meirelles e Felipe Salto avaliaram que, embora tenha evitado uma deterioração maior das contas, sua atuação ficou aquém do necessário para estabilizar a dívida.

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