Governo dos EUA aponta PCC como ‘maior facção criminosa do Ocidente’

Redação 011
2 Min
Governo dos EUA aponta PCC como 'maior facção criminosa do Ocidente'
foto: Rovena Rosa/ Agência Brasil

O governo de Donald Trump voltou a direcionar sua política externa para a América Latina ao apontar o Primeiro Comando da Capital (PCC) como “a maior organização criminosa do Hemisfério Ocidental”. A declaração foi reforçada por documento do Departamento do Tesouro americano, divulgado na quarta-feira (1º), que descreve a facção como uma ameaça transnacional com presença em países como Reino Unido, Turquia e Japão. O texto deixa em aberto a possibilidade de medidas mais duras contra o grupo, inclusive em território brasileiro, ampliando o alcance da estratégia norte-americana contra o narcoterrorismo.

O comunicado oficial detalha que os EUA impuseram sanções contra dois brasileiros e três empresas ligadas a esquemas de lavagem de dinheiro do PCC. Essa foi a primeira rodada de punições desde maio, quando o grupo foi classificado como organização terrorista. A medida integra a nova Estratégia Nacional de Defesa dos EUA, publicada em janeiro, que prevê ações militares e comerciais “do Ártico à América do Sul”. O governo Trump afirma que pode colaborar com países aliados, mas também se reserva o direito de realizar operações militares diretas contra organizações criminosas na região.

O governo Lula já havia criticado a decisão americana de incluir o PCC e o Comando Vermelho na lista de organizações terroristas, alegando que o Brasil não deveria ser “tratado como moleque”. A avaliação no Planalto é que a classificação abre margem para ações mais duras dos EUA, como operações militares semelhantes às que resultaram na captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro. Enquanto isso, Washington reforça que sua estratégia busca “paz por meio da força”, com foco em desmantelar cartéis, conter a imigração ilegal e reduzir a influência da China na América Latina.

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