A guerra no Oriente Médio, travada entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, traz impactos ao agronegócio brasileiro. Segundo dados da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, as exportações ao Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) caíram 25,38% em março, mas acumulam alta de 6,8% no primeiro trimestre de 2026, um valor acumulado de US$ 1,44 bilhão em embarques.
No caso das vendas de café para a Arábia Saudita, por exemplo, o volume em janeiro era de 15,5 mil sacas de 60 kg, gerando US$ 7,1 milhões. Em março, o recuo é evidente: foram 8,1 mil sacas e um total de US$ 3 milhões. Em volume, as vendas brasileiras para o país despencaram 57,7%.
Nas vendas de carne bovina, a queda foi de 20,5% no mês passado para o Oriente Médio, segundo a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes). Os dados indicam que os embarques somaram 18,2 mil toneladas no mês, ante 22,9 mil toneladas em fevereiro.
Já o milho, principal grão exportado para o Irã, acumulou queda de 99,96% nas exportações. No entanto, o volume menor não representa uma preocupação real, uma vez que o mês não consolida, historicamente, grandes volumes de embarques. De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais, a principal janela de exportação do grão se concentra no semestre. Por isso, ainda é cedo para prever os impactos reais no conflito internacional.










