A Polícia Federal e a CGU deflagraram hoje a Operação Indébito, um desdobramento que coloca a deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) sob monitoramento eletrônico. Por ordem do ministro André Mendonça, a parlamentar agora usa tornozeleira eletrônica, suspeita de integrar uma organização criminosa que inseria dados falsos no sistema do INSS para viabilizar descontos associativos não autorizados.
O golpe do “desconto invisível”
O esquema funcionava de forma silenciosa e cruel:
Vítimas: Milhões de aposentados e pensionistas em todo o Brasil.
Modus Operandi: Entidades e associações registravam descontos mensais nos contracheques sem qualquer autorização dos beneficiários.
Volume: Entre 2019 e 2024, a quadrilha teria movimentado R$ 6,3 bilhões.
Crimes: Estelionato previdenciário, inserção de dados falsos e lavagem de dinheiro.
A atuação de André Mendonça
Diferente de outros casos que tramitam sob o Inquérito das Fake News, esta investigação foca em crime comum e corrupção sistêmica. Mendonça expediu 19 mandados de busca e apreensão e dois de prisão, atingindo o núcleo financeiro que ocultava os recursos desviados. A medida contra Gorete Pereira sinaliza que o STF possui indícios robustos da participação da parlamentar no fluxo desses bilhões.

