Mendonça dispensa irmãos de Toffoli de comparecer à CPMI do Crime Organizado

Redação 011
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Mendonça dispensa irmãos de Toffoli de comparecer à CPMI do Crime Organizado
foto: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, decidiu nesta quinta-feira (26) que os irmãos de Dias Toffoli não precisam comparecer à CPMI do Crime Organizado no Senado, apesar de a convocação ter sido aprovada pela comissão na quarta-feira (25). A defesa havia alegado que José Eugênio Dias Toffoli e José Carlos Dias Toffoli foram chamados na condição de investigados, o que tornaria a presença facultativa. Mendonça concedeu um “salvo conduto” e destacou que, caso optem por participar, terão direito ao silêncio.

A decisão ocorre em meio às investigações sobre o Banco Master, conduzidas pelo STF, e que envolvem empresas ligadas à família de Toffoli. A comissão parlamentar também aprovou a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do Banco Master, da Maridt Participações e da Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. A Maridt é oficialmente administrada por parentes de Toffoli e já figurou como sócia do Tayayá Resort, empreendimento imobiliário no Paraná que recebeu aportes milionários de fundos de investimento.

Segundo registros da Receita Federal e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Tayayá Resort recebeu R$ 4,3 milhões da Arleen Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, administrado pela Reag, empresa citada em investigações sobre lavagem de dinheiro ligada ao PCC. A DGEP Empreendimentos, que também teve como sócio um primo de Toffoli, aparece registrada no mesmo endereço do resort e utiliza o e-mail do empreendimento como contato oficial.

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