TCU vê irregularidades no caso Master e Galípolo se dispõe a explicar ao STF

Redação 011
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foto: Jose Cruz/ Agência Brasil

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou possíveis irregularidades na condução da liquidação extrajudicial do Banco Master e determinou que o Banco Central apresente esclarecimentos em até 72 horas. A decisão, assinada pelo ministro Jhonatan de Jesus na quinta-feira (18), sugere que a autarquia pode ter agido com precipitação ao decretar a medida extrema, sem considerar alternativas menos gravosas para o sistema financeiro. O despacho também cogita medidas cautelares que poderiam limitar a atuação do Banco Central em relação aos ativos da instituição.

Em meio às cobranças, Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, declarou estar à disposição do Supremo Tribunal Federal (STF) para fornecer todos os dados sobre o processo. Segundo ele, a liquidação seguiu protocolos técnicos e legais, com documentação completa das decisões. Galípolo afirmou que já houve diálogo com o Ministério Público e a Polícia Federal, incluindo a entrega de registros detalhados de cada ação e decisão tomada. O dirigente reforçou que a medida buscou preservar a estabilidade do sistema financeiro e proteger investidores e depositantes.

A liquidação do Banco Master foi decretada no mês passado, após investigações da Polícia Federal sobre suspeitas na emissão de títulos e na gestão da instituição, controlada pelo empresário Daniel Vorcaro. O ministro do TCU listou cinco pontos que deverão ser esclarecidos pelo Banco Central, incluindo a fundamentação da medida, a análise de alternativas de mercado e a forma de disponibilização de documentos protegidos por sigilo.

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