Alckmin ameaça retaliar Estados Unidos com Lei de Reciprocidade

Redação 011
2 Min
Alckmin ameaça retaliar Estados Unidos com Lei de Reciprocidade
foto: Cadu Gomes / VPR

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta quinta-feira (16) que o Governo Federal avalia aplicar a Lei de Reciprocidade contra os Estados Unidos, após a decisão da Casa Branca de impor tarifas de 25% sobre exportações brasileiras. Em pronunciamento no Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Alckmin declarou que “o governo saberá usá-la no momento adequado”, indicando que a medida pode ser acionada como resposta direta às tarifas impostas pelo presidente norte-americano. A declaração marca uma tentativa do governo Lula de mostrar firmeza diante da pressão internacional.

Além da possibilidade de retaliação, Alckmin destacou que o Executivo também estuda apoiar setores atingidos pelas tarifas e ampliar a diversificação de mercados para reduzir a dependência das exportações aos Estados Unidos. O anúncio foi feito ao lado de autoridades como Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, e ministros de áreas estratégicas, incluindo Fazenda, Itamaraty, Meio Ambiente e Mdic. A presença de diferentes pastas reforça que o tema é tratado como prioridade dentro da gestão petista, que busca alternativas para conter os impactos econômicos.

Enquanto isso, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à Presidência, responsabilizou Lula pela crise comercial. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que o governo brasileiro “não negociou com os Estados Unidos de boa fé” e que o próprio governo norte-americano teria apontado a condução da política externa do petista como causa das tarifas. Flávio classificou o governo Lula como “um avião sem piloto” e disse que Lula “não tem mais condições de ser o presidente do Brasil”, intensificando o tom crítico contra o líder da esquerda.

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