O ministro Dias Toffoli deixou nesta quinta-feira (12) a relatoria do caso Master, decisão tomada após reunião com os demais integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota oficial, assinada por dez ministros, a Corte informou que acolheu o pedido de Toffoli para redistribuir os processos relacionados ao banco. Apesar da saída, o documento reforçou apoio institucional ao magistrado e declarou não haver motivo para suspeição ou impedimento em sua atuação.
O encontro ocorreu na sede do STF e foi seguido pela divulgação da nota conjunta, que reconheceu a validade dos atos praticados por Toffoli enquanto relator. O texto destacou que o ministro atendeu às solicitações da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, além de ressaltar a inexistência de qualquer irregularidade que justificasse questionamentos formais. A redistribuição dos processos será feita ainda hoje por sorteio, sob responsabilidade do presidente da Corte, Edson Fachin.
A decisão acontece em meio à revelação de que a Polícia Federal entregou a Fachin dados extraídos do celular de Vorcaro, incluindo conversas com Toffoli. O material foi repassado na segunda-feira pelo diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues. Mesmo diante da divulgação das mensagens, os ministros reafirmaram apoio pessoal a Toffoli e registraram que sua saída da relatoria foi motivada por razões institucionais, sem prejuízo aos atos já praticados no processo.










