“Se Lula achou que a faixa LADRÃO era pra ele, quem sou eu pra discordar”. Ironiza Flávio

Redação 011
2 Min
"Se Lula achou que a faixa LADRÃO era pra ele, quem sou eu pra discordar". Ironiza Flávio
foto: Bruno Peres/ Agência Brasil

O vice-presidente Geraldo Alckmin esteve em Presidente Prudente (SP) nesta segunda-feira (27) para o anúncio de investimentos regionais. No entanto, o destaque mediático da visita não foram as cifras, mas a atuação da Polícia Federal diante de uma manifestação silenciosa de um morador local, que estendeu em sua residência uma faixa branca com a palavra “LADRÃO”.

O que chamou a atenção de juristas e parlamentares foi o fato de que o material exibido não continha o nome do presidente, fotografias ou qualquer símbolo que o vinculasse diretamente ao petista. Em vídeo que circula nas redes sociais, é possível ver o momento em que um agente da PF afirma que “superiores” poderiam impor a retirada da faixa caso o morador não o fizesse voluntariamente.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não perdeu a oportunidade de ironizar o ocorrido. Em sua conta no X (antigo Twitter), o parlamentar afirmou: “Se Lula achou que a faixa escrita LADRÃO era pra ele, quem sou eu pra discordar!”. Flávio ainda classificou a atual gestão como o “Governo da Censura”.

O senador Sergio Moro (PL-PR) também subiu o tom, sugerindo que a própria Polícia Federal estabeleceu uma conexão automática entre o termo pejorativo e o atual chefe do Executivo. “Pelo jeito, sempre que alguém gritar ‘LADRÃO’ ou escrever em faixa ou cartaz, a PF vai entender que a referência é sempre ao Lula”, escreveu Moro.

Especialistas questionam a base legal para a abordagem. Como não havia identificação direta, a tipificação de crimes contra a honra (calúnia ou injúria) torna-se tecnicamente frágil, alimentando a narrativa da oposição de que as forças de segurança estariam sendo utilizadas para patrulhamento ideológico e repressão de protestos silenciosos.

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