O Pentágono confirmou nesta quinta-feira (14) que a Rússia, sob comando do ditador Vladimir Putin, teria ajudado o Irã a resistir a ataques militares dos Estados Unidos. A revelação foi feita pelo general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, durante audiência no Senado norte-americano. Embora tenha evitado detalhar informações por se tratar de sessão pública, Caine afirmou que “sem dúvida, há novidades a respeito”, reforçando a preocupação sobre a cooperação entre Moscou e Teerã em meio ao conflito.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, enfrentou novamente críticas de senadores democratas, que questionaram a condução da guerra contra o Irã. Hegseth rebateu as acusações e classificou os parlamentares como “negacionistas imprudentes”, destacando os avanços obtidos pelas forças armadas desde o início da ofensiva. Ele ressaltou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem atuado para impedir que o regime iraniano alcance capacidade nuclear, defendendo que a estratégia atual busca enfraquecer o poder militar convencional de Teerã e forçar negociações duradouras.
Durante a audiência, o senador republicano Roger Wicker reforçou que os Estados Unidos vivem o cenário de segurança mais delicado desde a Segunda Guerra Mundial. Wicker elogiou a postura firme de Trump e destacou a proposta orçamentária de 1,5 trilhão de dólares para 2027, voltada ao fortalecimento das forças armadas com novos drones, sistemas antimísseis e navios de guerra. Já os democratas insistiram em apontar os custos humanos e financeiros da guerra, lembrando as baixas militares e o impacto estratégico do fechamento do estreito de Ormuz.









