O conservador Karol Nawrocki venceu o segundo turno das eleições presidenciais da Polônia com 50,89% dos votos, derrotando por margem estreita o liberal Rafał Trzaskowski. Historiador eurocético e apoiador de Donald Trump, Nawrocki assume o cargo em meio a tensões regionais com a Rússia e crescente desconfiança entre Varsóvia e Bruxelas. Sua eleição marca a manutenção da linha nacionalista iniciada por Andrzej Duda e representa um obstáculo relevante para as ambições do atual governo liberal, liderado pelo primeiro-ministro Donald Tusk.
Durante a campanha, Nawrocki prometeu priorizar políticas voltadas exclusivamente aos cidadãos poloneses, em especial no campo econômico e social, resistindo a pressões por maior integração europeia e criticando o acolhimento de refugiados ucranianos. O apoio de setores da direita foi decisivo para a vitória. Sławomir Mentzen, terceiro colocado no primeiro turno, embora não tenha declarado apoio formal, fez exigências ideológicas que foram integralmente aceitas apenas por Nawrocki.
A vitória reforça o avanço da direita na Europa e indica possível endurecimento da posição polonesa frente à União Europeia e à guerra na Ucrânia. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou esperar uma “cooperação muito boa”, mas analistas apontam para o risco de maior fricção institucional. A participação recorde de 71,31% foi celebrada pelo presidente em fim de mandato, Andrzej Duda: “Parabéns ao vencedor! Força, Polônia!”, escreveu na rede social X.











