O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes declarou que a Corte não aceitará pedidos de impeachment de seus membros se eles forem motivados por retaliação política. A afirmação foi feita durante um evento em São Paulo onde ele defendeu a independência do Judiciário e é um recado ao Senado de 2026.
A fala de Gilmar Mendes ganhou destaque por ocorrer em um fórum que reuniu partidos políticos para formar uma frente contra o avanço da direita no Senado nas próximas eleições. Segundo o ministro, um processo de impeachment baseado no voto de um magistrado seria irregular, e o STF se posicionaria contra a medida. Ele reforçou a defesa da democracia, que, em sua visão, foi ameaçada por pressões para interromper julgamentos.
Apesar da previsão legal, o processo de impeachment de um ministro do STF, que é de competência do Senado Federal, é considerado raro. Na história do Brasil, nenhum ministro foi afastado por essa via, mesmo com a frequência com que pedidos de denúncia são protocolados. Gilmar Mendes já havia sinalizado anteriormente que a própria Corte poderia analisar a validade de um processo de impeachment contra um de seus integrantes.












