PF inicia segurança de presidenciáveis, mas Flávio mantém Polícia Legislativa

Redação 011
2 Min
Superintendentes regionais defendem diretor-geral da PF contra André Mendonça
foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

A Polícia Federal dá início, nesta segunda-feira (20), à sua megaoperação de segurança para os candidatos à Presidência da República nas Eleições de 2026. Com uma estrutura orçada em cerca de R$ 95 milhões e a mobilização de até 458 servidores capacitados, entre delegados, agentes e escrivães, o plano reflete a atmosfera de alta complexidade e vigilância que envolve a disputa pelo Planalto. O aparato inclui desde veículos blindados e sistemas antidrones até kits antibombas, todos coordenados em tempo real pela Sala Nacional de Comando e Controle, em Brasília.

Embora a proteção esteja à disposição de todos os candidatos homologados em convenção partidária, a dinâmica de escolha revelou arranjos estratégicos distintos. Enquanto nomes como Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) formalizarão o pedido de escolta da PF, a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva operará sob uma segurança mista entre o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a Polícia Federal. O ponto fora da curva ficou por conta do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), que optou por dispensar os serviços da PF e manter exclusivamente a equipe da Polícia Legislativa do Senado — contingente que já garante a sua custódia habitual.

Do ponto de vista tático e institucional, a recusa de Flávio Bolsonaro não é mero detalhe. Ao optar pela Polícia Legislativa, a campanha preserva a intimidade e a rotina do candidato com um contingente com o qual já possui alinhamento e confiança consolidados, evitando atritos ou superexposição logística. A decisão da PF de classificar os candidatos em quatro níveis de risco evidencia que, para além da retórica política, a segurança no pleito de 2026 exige rigor técnico absoluto para evitar que incidentes afetem a estabilidade democrática do país.

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