A Polícia Federal encerrou uma investigação contra a deputada Carla Zambelli (PL-SP) e concluiu que não há provas de que ela tenha tentado interferir no andamento de sua ação penal ou pressionar ministros do Supremo Tribunal Federal. Com isso, a parlamentar foi poupada de um novo indiciamento.
O relatório foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, que encaminhou o documento à Procuradoria-Geral da República. O órgão tem até 15 dias para decidir se apresenta denúncia ou arquiva o caso.
Segundo a PF, embora Zambelli tenha feito declarações que sugerem intenção de dificultar o processo, não foram identificadas ações concretas que configurassem obstrução ou coação. A investigação foi aberta em junho, após a deputada deixar o país rumo à Itália, onde permanece presa enquanto aguarda decisão sobre extradição.
Zambelli já foi condenada pelo STF a dez anos de prisão por envolvimento na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça. A Câmara dos Deputados também avalia a cassação de seu mandato.
Carla Zambelli presta depoimento à CCJ
Zambelli (PL-SP) presta esclarecimento à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara nesta quarta-feira (24), como parte do processo que pode levar à cassação de seu mandato. Ela foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a dez anos de prisão por envolvimento na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça, junto ao hacker Walter Delgatti Neto. Embora o STF tenha determinado a perda do mandato, a decisão final cabe ao Congresso, que ainda avalia o caso.











