Presidente esquerdista do México também rejeita ações dos EUA contra traficantes

Redação 011
2 Min
Presidente esquerdista do México também rejeita ações dos EUA contra traficantes
foto: reprodução/ youtube Gobierno de México

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, reforçou nesta terça-feira (2) que não aceitará intervenção dos Estados Unidos no combate aos cartéis de droga em território mexicano. A posição da líder esquerdista ecoa a postura de Lula no Brasil, que também se opõe às medidas do governo Trump contra facções criminosas transnacionais. O embaixador norte-americano na Cidade do México, Ronald Johnson, havia solicitado no dia anterior que o combate ao narcotráfico não fosse politizado, destacando que transformar o tema em disputa política seria “uma oportunidade perdida”.

Sheinbaum afirmou em sua coletiva diária que há espaço para colaboração entre os dois países em questões de segurança, mas insistiu que os representantes estrangeiros devem respeitar os assuntos internos do México. A resposta veio após Johnson defender em sua conta oficial que “a luta contra os cartéis deve unir-nos, não dividir-nos”, ressaltando que cidadãos de ambos os lados da fronteira merecem viver livres da intimidação e da corrupção. A presidente mexicana, no entanto, acusou os Estados Unidos de buscar “ingerência” ao apresentar acusações contra dez autoridades e ex-autoridades de Sinaloa, incluindo o governador Rubén Rocha Moya, que nega envolvimento com o cartel.

A postura de Sheinbaum chama atenção por repetir o discurso de Lula, que recentemente atacou o governo Trump ao rejeitar a classificação das facções brasileiras PCC e CV como organizações terroristas. Apesar da resistência do Governo Federal, os Estados Unidos mantiveram a decisão, apontando que os grupos controlam áreas urbanas e expandem suas atividades além das fronteiras brasileiras. A convergência entre México e Brasil evidencia a dificuldade de governos de esquerda em aceitar medidas de pressão externas voltadas ao enfrentamento do crime organizado, mesmo diante da crescente violência ligada às facções.

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