Partido Missão aciona TSE por 78 minutos de “comício” de Lula na Sapucaí

Redação 011
2 Min
TSE mantém limite de R$ 133 milhões para gastos de campanha presidencial
foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O desfile da Acadêmicos de Niterói na Marquês de Sapucaí saiu da passarela do samba direto para os tribunais. O Partido Missão protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma representação acusando o presidente Lula, o PT e a escola de samba de promoverem uma “descarada campanha eleitoral antecipada” em rede nacional.

A peça jurídica, sob relatoria da ministra Estela Aranha, detalha que a homenagem ultrapassou qualquer limite cultural. Segundo a acusação, o desfile entregou a Lula exatos 78 minutos de exposição exclusiva no horário nobre da TV aberta, algo que nenhum outro pré-candidato teve acesso.

Provas do abuso

O partido listou uma série de elementos que configurariam a irregularidade:

Símbolos partidários: Menções explícitas ao número do PT e uso de cores e bandeiras da legenda.

Jingles de campanha: Adaptação de músicas históricas de campanhas petistas no samba-enredo.

Gestos e alas: Coreografias com o sinal de “L” e alas inteiras dedicadas à trajetória política do presidente, incluindo o uso da faixa presidencial em telões.

Para o Missão, o evento desvirtuou a liberdade de expressão para criar um palanque carnavalesco financiado, em parte, por recursos públicos (R$ 1 milhão). “Foi o único pré-candidato homenageado, quebrando o princípio da igualdade na disputa”, sustenta a petição.

O “salvo-conduto” em xeque

A ação agora testa a fala recente dos ministros do TSE, que negaram a censura prévia, mas prometeram punir eventuais abusos após o desfile. Se condenados, Lula e o PT podem enfrentar multas pesadas e o reconhecimento de propaganda extemporânea, o que pode complicar o registro de candidatura futuro.

Compartilhe este artigo