Os protestos que hoje se espalham pelo Irã expõem, mais uma vez, a brutalidade de um regime que há décadas oprime seu povo sob a bandeira do islamismo radical. Milhares de civis foram mortos em repressões violentas, e ainda assim, a indignação internacional parece seletiva. Quando o opressor é o regime de Teerã, aliado de grupos terroristas, o silêncio de certos movimentos é ensurdecedor.
É impossível não notar a hipocrisia dos que marcham sob a bandeira de “Free Palestine”. Esses grupos, que se dizem defensores dos povos oprimidos, calam diante do massacre iraniano. Por quê? Porque o regime que mata iranianos é o mesmo que financia e arma organizações terroristas como o Hamas. Para eles, não importa que civis inocentes sejam massacrados; importa apenas proteger o “terrorista de estimação” da esquerda global.
Israel, ao contrário, não é o opressor que esses movimentos pintam. O país se defendeu de ataques terroristas vindos justamente de grupos apoiados por Teerã. A narrativa de que Israel é o vilão serve apenas para encobrir a realidade: quem promove a violência no Oriente Médio são os regimes ditatoriais e seus braços armados. O silêncio sobre o Irã confirma que a indignação desses movimentos não é moral, mas ideológica.
O príncipe exilado Reza Pahlavi oferece uma visão alternativa: um Irã livre, democrático, secular, que reconheceria Israel e buscaria expandir os Acordos de Abraão em uma nova era de cooperação regional. Essa proposta, apelidada de “Acordos de Ciro”, poderia transformar o Oriente Médio em um polo de estabilidade. Mas para que isso aconteça, é preciso que o Ocidente apoie de forma clara os iranianos que hoje enfrentam a repressão.
Donald Trump, com sua postura pragmática, já demonstrou apoio aos manifestantes, ainda que com reservas sobre a capacidade de Pahlavi liderar o país. Esse ceticismo é compreensível, mas não diminui a urgência de se reconhecer que o verdadeiro inimigo é o regime islamista de Teerã. Um Irã livre enfraqueceria o eixo de ditaduras e grupos terroristas que hoje se alimentam da complacência internacional.
Enquanto isso, Putin observa de longe e se beneficia da instabilidade. O Kremlin, aliado tácito de regimes autoritários, vê no Irã um parceiro estratégico para desafiar os Estados Unidos e enfraquecer democracias. Essa aliança entre ditaduras — Moscou, Teerã, Pequim — é a verdadeira ameaça global.
O futuro de um Irã livre pode ser luminoso: um país educado, moderno, com uma diáspora capaz de impulsionar sua economia e com recursos energéticos administrados de forma transparente. Mas para que essa visão se concretize, é preciso que o Ocidente abandone a hipocrisia e reconheça que apoiar os iranianos é apoiar a liberdade.
Em última análise, o silêncio dos movimentos pró-Palestina diante do massacre iraniano é um lembrete de que nem todos que se dizem defensores dos povos oprimidos realmente o são. Muitos preferem fechar os olhos quando o opressor é um aliado ideológico. Cabe ao mundo livre dar voz ao povo iraniano e expor a farsa daqueles que se dizem defensores da justiça, mas que na prática apenas sustentam o terrorismo.







