Estados Unidos e Austrália suspenderam nesta sexta-feira (2) atendimentos presenciais em suas representações diplomáticas no Brasil por questões de segurança, a dois dias do primeiro turno das eleições. A Missão dos Estados Unidos interrompeu os serviços consulares na Embaixada em Brasília e nos consulados do país, enquanto a Embaixada da Austrália também permaneceu fechada ao público na capital federal. Nenhum dos dois governos detalhou publicamente a natureza da ameaça nem estabeleceu relação direta entre a medida e a votação de domingo.
No caso norte-americano, a suspensão atinge inclusive entrevistas e procedimentos presenciais para emissão de vistos. Cidadãos dos Estados Unidos foram orientados a não comparecer à Embaixada, aos consulados ou a outras instalações diplomáticas e a recorrer aos canais remotos em situações de emergência. O Departamento de Estado afirmou estar em contato com autoridades brasileiras e disse que a segurança de cidadãos e funcionários é prioridade, mas não informou quando os serviços serão normalizados. A decisão foi tomada justamente na reta final de uma eleição presidencial marcada por forte polarização e disputas diplomáticas entre Brasília e Washington.
A Austrália adotou medida semelhante poucas horas depois. A embaixadora Sophie Davies anunciou que a representação em Brasília permaneceria fechada nesta sexta por “preocupações com a segurança”, mantendo apenas assistência consular emergencial. O alerta australiano também recomendou cautela nas proximidades de instalações diplomáticas, colocando as representações estrangeiras em estado de precaução reforçada.

