O crescimento de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas eleitorais coincidiu com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de abrir inquérito contra o senador por suposta calúnia contra Lula. Dias depois, o ministro Gilmar Mendes apresentou notícia-crime contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), pedindo que ele seja investigado no âmbito do inquérito das fake news. Embora sejam processos distintos, a sequência temporal coloca dois nomes centrais da direita sob apuração judicial.
O pedido contra Zema foi confirmado pelo próprio Gilmar Mendes e tramita em sigilo. A iniciativa decorre de um vídeo publicado pelo governador nas redes sociais, no mês passado, em que criticava o Supremo e os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, no contexto do caso Master. A medida amplia o alcance das investigações conduzidas por Moraes, que já haviam atingido Flávio Bolsonaro, e agora podem envolver também o governador mineiro, que tem se colocado como pré-candidato à disputa presidencial.
Nos bastidores, a relação entre Zema e Flávio ganhou destaque após vídeo em que o governador aparece descontraído ao lado do senador e sugere, em tom de brincadeira, que o parlamentar seja seu vice. Apesar de negar publicamente qualquer composição e insistir em viabilizar sua própria candidatura, Zema é apontado como possível aliado. Flávio, por sua vez, já sinalizou preferência por uma mulher para vice, enquanto as pesquisas recentes mostram o líder da direita em posição confortável frente ao governo Lula.

