O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, decidiu que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, seguirá detido na penitenciária federal de Brasília enquanto prosseguem as perícias sobre a coleção de celulares apreendidos pela Polícia Federal. A decisão também garantiu que as conversas entre o banqueiro e seus advogados não sejam gravadas, medida incomum no sistema federal, onde diálogos no parlatório costumam ser monitorados por policiais penais. A manutenção da prisão preventiva foi determinada no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes financeiras ligadas ao banco.
A defesa de Vorcaro havia solicitado ao STF a suspensão das gravações ou a transferência do investigado para outro presídio, alegando dificuldade em manter contato reservado desde a prisão preventiva decretada na última quarta-feira. Os advogados reforçaram que o Estatuto da Advocacia e a Lei de Execução Penal asseguram encontros sem monitoramento, com possibilidade de ingresso de cópias impressas dos autos e registro de anotações. O pedido foi protocolado em processo que tramita sob segredo de Justiça, e Mendonça atendeu parcialmente ao pleito, mantendo o banqueiro no sistema federal, mas liberando os encontros sem gravação.
Vorcaro foi transferido de São Paulo para Brasília na sexta-feira (6), sob forte esquema de segurança, após a Polícia Federal apontar riscos à integridade física do investigado caso permanecesse em presídio estadual. O desembarque ocorreu com escolta da Polícia Penal Federal e exames no Instituto Médico Legal do Distrito Federal. Até o momento, oito celulares foram recolhidos, sendo que apenas 30% do conteúdo de um deles foi analisado. As mensagens investigadas abrangem o período entre fevereiro de 2024 e agosto de 2025.







