Durante seu programa semanal, o ditador venezuelano Nicolás Maduro voltou a atacar o aplicativo WhatsApp, acusando a plataforma de atuar como ferramenta de espionagem para promover supostos atos golpistas contra ele. “Eu eliminei WhatsApp da minha vida, tchau WhatsApp, não quero ter mais WhatsApp, porque WhatsApp é um sistema de espionagem”, declarou na segunda-feira (30). Embora a aplicação não tenha sido formalmente bloqueada, Maduro insiste que seus apoiadores abandonem o serviço e adotem alternativas como Telegram e WeChat — este último, um aplicativo chinês amplamente controlado pelo Partido Comunista.
A hostilidade de Maduro contra a plataforma se intensificou após os protestos de agosto de 2024, que deixaram dezenas de mortos e milhares de presos. Desde então, o líder chavista alega que o WhatsApp é usado em uma “guerra psicológica” para desestabilizar seu regime e promover supostos atos golpistas que buscam tirá-lo do poder. Segundo ele, “te estão espionando, sabem tudo da tua vida”, reforçando a narrativa de complô internacional, comum em seus discursos e abrindo uma janela para controlar ainda mais as telecomunicações e as opiniões nas redes sociais da oposição.
Maduro anunciou ainda que o governo está desenvolvendo um novo sistema nacional de comunicação, com a promessa de mais “segurança” e menos interferência estrangeira. Em setembro de 2024, ele já havia acusado o WhatsApp de atuar como espião durante a crise que se seguiu à sua fraude eleitoral. As declarações ocorrem em meio ao aprofundamento do isolamento tecnológico da Venezuela e ao endurecimento da censura e da repressão contra quem se opõe ao sistema socialista instaurado pelo ex-ditador Hugo Chávez.










