Lula (PT) viajará a Moscou no dia 9 de maio para uma reunião com o ditador Vladimir Putin, coincidindo com as celebrações do Dia da Vitória, data emblemática para os russos. O encontro ocorre em meio a novos contatos do petista com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que, diante da postura imprevisível dos Estados Unidos sobre a guerra, voltou a buscar mediação com a Rússia. Segundo uma fonte diplomática brasileira, a conversa entre Lula e Zelensky deve acontecer nos próximos dias, antes do encontro presencial do líder da esquerda brasileira com Putin.
O petista afirmou recentemente que falará por telefone com Zelensky, destacando que a iniciativa partiu da própria Ucrânia. O chanceler ucraniano concedeu uma entrevista recolocando publicamente Lula como um possível mediador, reavivando tentativas anteriores do Brasil de intervir no conflito. Entretanto, Lula já manifestou insatisfação com a postura do líder ucraniano, afirmando que espera que, desta vez, Zelensky esteja realmente interessado em um acordo de paz.
O cenário internacional tem sido marcado pela postura do governo americano, especialmente de Donald Trump, que já chamou Zelensky de “ditador” e o tratou com hostilidade durante uma visita aos EUA. Para a diplomacia brasileira, essa situação reabriu espaço para iniciativas anteriores do Brasil e da China como alternativas para a Ucrânia. Além da reunião política, a presença de Lula no evento militar russo pode gerar repercussões, considerando o contexto da guerra e o alinhamento diplomático do Brasil com regimes ditatoriais nos últimos anos.