O Governo Lula designou a primeira-dama Janja Lula da Silva para representar o Brasil em um evento internacional sobre clima e energia, em Paris, entre domingo (19) e terça-feira (21). A nomeação foi oficializada pelo Itamaraty e autorizada por decreto assinado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), no exercício da Presidência. A participação de Janja ocorre como se fosse uma embaixadora, embora não tenha cargo público formal, e está vinculada ao seminário “Diálogos Transatlânticos”, promovido pela associação Autres Brésils.
A organização do evento descreve Janja como “enviada especial para as mulheres na COP30”, atribuindo à primeira-dama um papel de destaque na conferência de abertura e no primeiro painel do encontro, realizado na Universidade Sorbonne. A viagem à França acontece logo após a presença da esposa de Lula em Roma, onde acompanhou o petista durante o Fórum Mundial da Alimentação. Na ocasião, o líder da esquerda afirmou que Janja permaneceria na Itália para representá-lo em atividades da FAO, reforçando sua atuação como figura política paralela.
A nomeação ocorre em meio à repercussão do decreto nº 12.604, publicado em agosto, que ampliou a estrutura do gabinete pessoal do petista para dar suporte às ações da primeira-dama. A medida permite que Janja conte com equipe própria e orçamento específico para cumprir agendas de interesse público, o que tem sido alvo de críticas da oposição por institucionalizar sua atuação sem respaldo eleitoral. Segundo o decreto de viagem, não haverá custos para os cofres públicos, embora a estrutura envolvida tenha sido formalizada com recursos do Governo Federal.











