O presidente do Senado Davi Alcolumbre (União-AP) afirmou, por meio de sua assessoria, que não há ilegalidade nas mensagens que revelam uma relação de forte proximidade com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Conversas extraídas pela Polícia Federal mostram o senador chamando o banqueiro de “meu amor”, agradecendo pelo “carinho e amizade fraterna” e afirmando ser seu “irmão” para a vida toda. Vorcaro respondeu com mensagens de reciprocidade e emojis de coração. A defesa de Alcolumbre diz que os diálogos têm caráter pessoal e classificou a repercussão do conteúdo como um “injusto ataque”.
As mensagens chamam atenção também pelo contexto político do caso Master. Segundo a revista Veja, Vorcaro e Alcolumbre mantinham contatos que incluíam encontros privados, festas e pedidos de ajuda, enquanto outras conversas indicam que o banqueiro procurava o senador para articulações. Em maio de 2025, Alcolumbre atuou para impedir o avanço da CPI destinada a investigar as conexões políticas do Banco Master, afirmando na ocasião que o assunto não poderia ser prioridade. A revista também relata que, diante de acusações anteriores envolvendo Vorcaro, o presidente do Senado chegou a negar conhecer o banqueiro. Alcolumbre contesta acusações de irregularidade relacionadas ao caso.
As mensagens também registram conversas sobre articulações políticas. Em 17 de julho de 2025, Vorcaro escreveu a Alcolumbre pedindo notícias de uma pessoa mencionada apenas como “nosso amigo”. O presidente do Senado respondeu que estava “em cima” do assunto e acrescentou: “Pressão!!!”. As mensagens divulgadas não identificam quem era essa pessoa nem esclarecem sobre quem Alcolumbre estaria exercendo pressão. Em outro diálogo revelado pela reportagem, Vorcaro procurou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em busca de informações sobre uma reunião do Banco Central, e Motta respondeu que Gabriel Galípolo iria à casa de Alcolumbre depois do encontro.

