Irã insiste em programa nuclear e aumenta risco de guerra com EUA

Redação 011
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Após morte de ditador Khamenei, Irã forma conselho de governo com aiatolá Arafi
foto: divulgação/ Khamenei.ir

O Irã anunciou neste sábado (7) que não pretende abrir mão do enriquecimento de urânio, mesmo diante do reforço militar dos Estados Unidos no Golfo Pérsico. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, declarou que Teerã não se intimida com a presença americana na região e que o país não aceitará imposições externas, “mesmo que uma guerra lhe seja imposta”. A decisão pode fortalecer o discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que já havia sinalizado a possibilidade de novos ataques contra o regime persa caso houvesse indícios de retomada do programa nuclear.

As declarações ocorrem após a visita do negociador americano Steve Witkoff e de Jared Kushner, genro de Trump, ao porta-aviões USS Abraham Lincoln, posicionado próximo à costa iraniana. Enquanto a comitiva americana reforçava a presença militar, a televisão estatal iraniana divulgava um vídeo de animação retratando as tensões entre os dois países. Paralelamente, Israel confirmou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu terá uma reunião com Trump na quarta-feira (11), em Washington, para tratar do avanço nuclear iraniano. Será o sétimo encontro entre os dois líderes em menos de um ano.

Na sexta-feira (6), representantes de Teerã e Washington realizaram negociações indiretas em Mascate, Omã, mas o regime iraniano manteve a posição de que o enriquecimento de urânio não deve ser incluído nas tratativas. O país, que já possui um dos maiores arsenais do Oriente Médio, é alvo de suspeitas de manter o programa com fins bélicos, levantadas por nações ocidentais. A postura firme do Irã amplia o risco de novos confrontos, especialmente diante da disposição de Trump em adotar medidas de força contra o regime persa.

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