Governo Lula defende regime iraniano, acusado de apoiar grupos terroristas

Redação 011
2 Min
Itamaraty deixa Governo Lula na 'corda bamba' após resposta aos Estados Unidos
foto: Arquivo/ Agência Brasil

O governo Lula (PT), por meio do Itamaraty, manifestou neste domingo (22) forte condenação ao recente ataque dos Estados Unidos a instalações nucleares no Irã. A chancelaria classificou a operação como uma violação da soberania iraniana e das normas internacionais, alinhando-se, assim, a Teerã — regime que mantém laços militares, financeiros e de inteligência com grupos terroristas como Hamas e Hezbollah. A nota oficial também atribuiu responsabilidade aos norte-americanos e israelenses pela escalada de tensões no Oriente Médio.

A posição do Brasil, sob a gestão Lula, segue um padrão de aproximação com o regime iraniano. Em 2024, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) participou da posse do atual presidente do Irã em Teerã, evento que contou também com a presença do então líder do Hamas, Ismail Haniyeh, morto horas depois na capital iraniana. Embora não haja confirmação de diálogo entre Alckmin e Haniyeh, a proximidade física com o chefe de uma organização terrorista gerou críticas à diplomacia brasileira, que mantém uma posição de proximidade com regimes como o russo de Vladimir Putin e o venezuelano de Nicolás Maduro.

Enquanto isso, documentos revelados por Israel detalham como autoridades ligadas à Guarda Revolucionária iraniana transferiam milhões de dólares em armas para o Hamas e o Hezbollah. Segundo o Exército israelense, figuras como Saeed Izadi e Behnam Shahriyari participaram de operações que abasteceram grupos responsáveis por ataques contra civis, como o massacre de 7 de outubro de 2023. Apesar disso, o governo Lula insiste em defender o Irã em fóruns internacionais, ignorando o envolvimento do regime em ações terroristas no mundo.

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