O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou no domingo (7) que não há “ditadura da toga” no Brasil, nem ministros agindo como tiranos. A declaração foi publicada em seu perfil na rede X, em resposta indireta às críticas do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e às acusações internacionais contra o Judiciário brasileiro. Mendes defendeu o papel do STF como guardião da Constituição e do Estado de Direito, em meio a crescentes denúncias de censura e perseguição política atribuídas principalmente ao ministro Alexandre de Moraes.
A fala de Gilmar ocorre dias após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicar um decreto acusando Moraes de abusos judiciais e censura contra cidadãos e empresas norte-americanas. O documento aponta que decisões do magistrado violam direitos garantidos pela Constituição dos EUA, como a liberdade de expressão, e denuncia perseguição política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Gilmar Mendes aproveitou o feriado de 7 de Setembro para destacar episódios que, segundo ele, representam riscos autoritários, como negligência na pandemia, ameaças ao sistema eleitoral e tentativas de golpe. O ministro defendeu punição rigorosa aos envolvidos em ataques à democracia, afirmando que crimes contra o Estado Democrático de Direito são “insuscetíveis de perdão”. A declaração ocorre em meio a um cenário de tensão institucional, com o judiciário brasileiro sendo alvo de críticas internas e externas por decisões que afetam diretamente a liberdade de expressão e o livre exercício da política

