Romeu Zema (Novo), pré-candidato ao Planalto, afirmou nesta segunda-feira (22) que não vê problema em filiados da legenda manifestarem apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O ex-governador mineiro destacou que cada integrante do partido tem autonomia para se posicionar e declarou: “Quem quiser andar, sair e apoiar o Flávio, está liberado”. A fala ocorreu durante o evento “Indústria na Agenda dos Presidenciáveis”, realizado pela Confederação Nacional da Indústria, em Brasília, após o diretório catarinense do Novo retirar convite para sua participação em encontro marcado para Joinville (SC).
A decisão do diretório estadual foi tomada em 15 de junho, após críticas de Zema a Flávio em meio às discussões sobre o caso do Banco Master. Segundo a executiva catarinense, houve articulação interna entre pré-candidatos, prefeitos e filiados, com o objetivo de cobrar alinhamento de posição e fortalecer a união da direita contra o PT nas eleições de outubro. O presidente estadual do Novo em Santa Catarina, Kahlil Elias Assib Zattar, preferiu não se manifestar sobre o episódio, que expôs divergências regionais dentro da legenda.
Zema minimizou o desgaste e disse que respeita a autonomia das instâncias partidárias, ressaltando que divergências são naturais. O mineiro lembrou que o Novo apoia Mateus Simões (PSD) em Minas Gerais e Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo, reforçando que a legenda convive com arranjos regionais. Apesar das críticas anteriores, Zema e Flávio já demonstraram sinais de aproximação, como o brinde com copos de leite em referência ao agronegócio. O pré-candidato também afirmou que apoiaria Flávio em eventual segundo turno contra Lula (PT), reforçando o compromisso de unir forças da direita contra o petismo.

