O gasto da Câmara com o pagamento de diárias para alimentação e hospedagem de parlamentares em viagens oficiais disparou 78% no primeiro ano da presidência de Hugo Motta (Republicanos-PB) na Casa. A quantia passou de R$ 2,1 milhões, em 2024, para R$ 3,8 milhões, em 2025. Segundo dados do jornal Folha de São Paulo, 202 dos 513 deputados federais pediram o benefício em 2025, ante 153 no ano anterior. Diante disso, o total de diárias subiu de 876 para 1.482.
Palco do ‘Gilmarpalooza’, como ficou conhecido o Fórum Jurídico capitaneado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, Lisboa aparece no topo da lista. Em 2024, a Câmara pagou diárias até a capital portuguesa para 33 deputados federais; em 2025, para 42. No ano passado, uma edição inédita do evento também motivou a ida de parlamentares para a capital da Argentina.
O deputado federal Cláudio Cajado (PP-BA) recebeu R$ 40 mil para pagar as passagens até o Uzbequistão, em abril do ano passado, além de R$ 12 mil em diárias, para participar da assembleia da União Interparlamentar, organização que reúne 178 Parlamentos. Cajado afirma que integra a Comissão de Relações Exteriores há anos e hoje é vice-presidente do Brasil da UIP, além de membro do comitê executivo mundial.
Para o presidente da Câmara, recordista de viagens no ano passado, o aumento de despesas com viagens oficiais deve ser entendido dentro do contexto “de crescente apelo pela chamada diplomacia parlamentar”, além do maior protagonismo do Congresso.






