O Supremo Tribunal Federal confirmou nesta quarta-feira (13) a escolha de Edson Fachin como próximo presidente da Corte, com mandato até 2027, tendo Alexandre de Moraes como vice. A eleição, restrita aos 11 ministros e de caráter simbólico, seguiu a tradição de indicar o integrante mais antigo que ainda não ocupou o cargo. A posse está prevista para o final de setembro, quando se encerra a gestão de Luís Roberto Barroso. Fachin também assumirá a presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Natural de Rondinha (RS) e integrante do STF desde 2015, indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT), Fachin ganha projeção em meio a críticas recentes de autoridades norte-americanas ao Judiciário brasileiro. Na véspera da votação, durante evento no CNJ, o ministro afirmou que “vivemos tempos de apreensão, com tentativas de erosão democrática e ataques à independência judicial nas Américas”, defendendo maior compromisso dos agentes de justiça na proteção de direitos humanos no continente.
O novo presidente do STF acumula decisões que marcaram a cena política nacional. Em 2021, anulou as condenações do então ex-presidente Lula da Silva (PT) na Lava Jato, devolvendo-lhe os direitos políticos e possibilitando sua candidatura. A medida, tomada de forma monocrática, foi criticada por seu impacto no cenário eleitoral e por reiniciar processos a partir da Justiça Federal do Distrito Federal. Fachin também protagonizou embates com setores militares ao repreender publicamente declarações que considerou extrapolar limites institucionais.