Esquerda lidera corrida ao Senado em SP enquanto direita pulveriza votos

Redação 011
3 Min
Esquerda lidera corrida ao Senado em SP enquanto direita pulveriza votos
gráfico gerado por I.A.

Ex-ministras do governo Lula lideram empate técnico aproveitando divisão no campo conservador. Ricardo Salles, André do Prado e Guilherme Derrite disputam o mesmo eleitorado enquanto Tarcísio consolida aprovação de 45%.

A nova pesquisa Datafolha para o Senado em São Paulo, divulgada na segunda-feira (6), acendeu o sinal de alerta no ecossistema político da direita paulista. Em um pleito estratégico onde cada estado elegerá dois representantes para a renovação de dois terços da Casa, o campo governista e de centro-esquerda largou na frente ao apostar na coesão de nomes com recall nacional. As ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) lideram numericamente a disputa com 18% e 16% das intenções de voto, respectivamente, figurando em situação de empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

O bom desempenho das ex-titulares do Meio Ambiente e do Planejamento é impulsionado diretamente pela pulverização de candidaturas no espectro conservador. O ex-ministro Ricardo Salles (Novo) aparece logo em seguida com 13%, empatado tecnicamente com o presidente da Alesp, André do Prado (PL), que registra 11%, e com o ex-secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP), que soma 10%. Na sequência, Paulinho da Força (Solidariedade) pontua com 8%. O levantamento, que capta a escolha múltipla de até dois candidatos por eleitor, evidencia que, embora o eleitorado de direita seja amplamente majoritário no estado, a falta de uma chapa unificada sabota as chances de o grupo consolidar as duas cadeiras em disputa.

O paradoxo dessa fragmentação fica nítido quando o Datafolha analisa a aprovação do Palácio dos Bandeirantes. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) ostenta uma sólida avaliação positiva de 45% entre os paulistas e lidera a corrida pela reeleição de forma isolada. Os números provam que o eleitorado de São Paulo valida e aprova a agenda econômica e de segurança da gestão estadual, mas encontra-se confuso e dividido na hora de escolher seus representantes para o Congresso Nacional. Analistas alertam que, se as lideranças da direita e do centro-direito não buscarem um consenso e um afunilamento pragmático até o início oficial da campanha, o estado motor do país corre o risco real de enviar uma bancada de oposição a Tarcísio para Brasília.

Entre os dias 1º e 3 de julho, foram entrevistados 1.608 eleitores com 16 anos ou mais, distribuídos por 71 municípios do estado de São Paulo. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é o SP-01703/2026.

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