O governo Lula (PT), decidiu se retirar da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), grupo dedicado a combater o antissemitismo e preservar a lembrança dos crimes cometidos pelo regime nazista. A informação foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel, que classificou a atitude como “imprudente e vergonhosa”. O Brasil era membro observador da aliança desde 2021 e não anunciou publicamente a decisão, que veio à tona por meio de veículos da imprensa.
Entre os que reagiram com indignação está o jornalista brasileiro de origem judaica Alberto Danon, que perdeu parte da família durante o regime de Hitler. “O Brasil afasta-se (ainda mais) da memória, da dignidade e do bem”, declarou. Em nota pública, Danon afirmou: “Em nome dos 6 milhões de judeus assassinados no Holocausto — entre eles minha avó e mais sete tios — manifesto o meu mais profundo e veemente repúdio”. Para ele, a decisão do governo Lula ofende a memória das vítimas, representa conivência com regimes autoritários e transmite às novas gerações uma mensagem perigosa de desprezo pela história.
O Ministério das Relações Exteriores brasileiro justificou o apoio à ação contra Israel com base na Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio, citando o “dever dos Estados” em cumprir o direito internacional humanitário. Ainda assim, para o governo de Israel, o gesto brasileiro revela uma “profunda falha moral”. A saída do Brasil da IHRA ocorre em um contexto global delicado, no qual ações como essa podem ser vistas como sinal de alinhamento ideológico com países que relativizam crimes históricos, provocando tensão diplomática e críticas de diversas entidades judaicas e defensoras dos direitos humanos.












